domingo, 14 de fevereiro de 2010

Estado eco-fascista

Olá:

Este comercial começou a ser veiculado nos EUA há
apenas algumas semanas e está causando polêmica, mas pode também ser profético:

http://www.brassche cktv.com/ page/801. html ou em

http://www.youtube. com/watch? v=Wq58zS4_ jvM

Na primeira cena, um cliente no supermercado é
preso simplesmente por escolher sacolas
plásticas, em vez de sacos de papel; na cena
seguinte, uma casa é invadida porque uma bateria
foi encontrada na lixeira; um homem tem sua casa
invadida por estar esfregando sua pia com algum
material abrasivo; em seguida, outro homem tem
sua casa invadida e é detido por ter lâmpadas
incandescentes; em outra cena, dois adolescentes
são detidos por terem alguma bebida em garrafas
plásticas; uma casa é invadida à noite por que os
moradores estavam tomando banho na piscina aquecida, etc.

Mas, o feliz proprietário do Audi A3 TDI, ao
ficar parado em um bloqueio na estrada para a
inspeção veicular, é imediatamente liberado, pois
seu veículo é reconhecido pelos policiais como ecologicamente correto.

Não consegui entender os dizeres na cena final,
mas parece que a Polícia Verde vigia até mesmo a Polícia normal.

Como sabemos, a crise ecológica e a preocupação
com o meio ambiente estão sendo usados como
desculpas para fazer aumentar o tamanho do
governo e, consequentemente, reduzir cada vez
mais as liberdades individuais. O governo vai se
intrometer em cada aspecto da vida dos cidadãos, desde o berço até a sepultura.

Abraços.

Jeremias R dos Santos

Site das Empresas que estão produzindo os carros ecologicamente corretos.
http://www.hypercars.com
http://www.agirazul.com.br/fsm4/_fsm/000001db.htm

Carta de Julio Severo à Revista Ultimato

Carta enviada à Revista Ultimato em referência ao texto “Deus — Pai ou Mãe?”
Franklin Ferreira
Conquanto a revista Ultimato tenha um lugar de importância entre os periódicos evangélicos publicados no Brasil, alguns de seus autores têm difundido repetidas vezes opiniões que vão além do que nos é revelado nas Escrituras e em oposição à tradição evangélica. Em sua edição 318, de maio-junho de 2009, esta revista publicou o texto “Deus — Pai ou Mãe?”, escrito por Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, e presidente da JOCUM (Jovens com Uma Missão). Em 9 de junho de 2009 escrevi uma carta para a revista sobre este texto. Somente em 26 de agosto de 2009 recebi um tipo de resposta-padrão da editora: “Recebemos seu comentário, ele é sempre bem-vindo. Por uma questão de espaço nem toda correspondência que recebemos é publicada. Suas críticas, sugestões e/ou observações serão encaminhadas ao diretor-redator e articulistas para que eles tomem conhecimento”.
Abaixo, posto minha correspondência para a revista, ligeiramente revisada e editada.


Prezados irmãos,
Preciso confessar que já há algum tempo ando desencantado com a revista Ultimato. Quando servi como membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, entre 2000-2007, minha esposa cuidou da livraria daquela comunidade. Fazíamos questão de promover a revista Ultimato, inclusive por meio de assinaturas, mesmo discordando de um ou outro texto — especialmente os de Ricardo Gondim e, algumas vezes, os de Robinson Cavalcanti e Paul Freston. Aliás, antes disso até, minha esposa já divulgava a Ultimato através de uma assinatura coletiva que mantinha com seus colegas de trabalho.
Hoje sirvo na equipe pastoral de uma igreja batista em São Paulo, e não tenho mais como indicar a revista como referência para os membros destas igrejas. O último escrito da Bráulia é um exemplo do que quero dizer. O texto intitulado “Deus — Pai ou Mãe?” é generalista, grosseiro e pagão.
Por exemplo, ela escreve a partir de sua experiência pessoal: “Minha experiência não é diferente do que é vivenciado pela maioria da população brasileira e do mundo. Mãe pra nós é igual amor caloroso, quente, cheiroso, vivo. Pai já é mais complicado. Pra muitos, infelizmente, pai significa abuso, violência, abandono, dor”. Bom, me permita compartilhar minha experiência. Eu sou pai de uma filha; ela tem oito anos. Não só a compreensão que tenho do que a Bíblia ensina sobre Deus o Pai, mas o que ela ensina sobre a paternidade me ajuda a agir para ser um pai de verdade para ela; duvido que a minha filha (inteligente e perceptiva que só) concorde com o que a Bráulia escreveu. E minha experiência como filho de igual forma não me permite concordar. Aliás, preciso notar que a autora consegue saltar de sua experiência pessoal para uma generalização infundada. Se ela supõe falar em nome de “muitos”, ela tem que provar seu argumento. Ela precisa mostrar quem são a “maioria da população brasileira e do mundo” que concorda com ela. Ou, se não, que ela restrinja-se a falar somente a partir de sua experiência pessoal, e pare de se esconder atrás de supostos “muitos”. Por outro lado, muito irônica a reportagem do Fantástico no domingo retrasado (24 de maio de 2009); uma mãe oferecendo sua filha para um “programa sexual” por... quatro garrafas de cerveja. E, depois, querendo vender sua filha por míseros R$ 500,00. Puxa! Isto é que é “amor caloroso, quente, cheiroso, vivo”! Segundo o Jornal Nacional, essa mãe foi presa na terça-feira passada (2 de junho de 2009). Mas esse é apenas um dos milhares de exemplos negativos em nosso país, em que há fartos exemplos de mães abandonando seus filhos ainda recém-nascidos. Menos generalidades superficiais, por favor. Em vez de fazer uma caricatura da paternidade, contrapondo-a superficialmente à suposta “perfeição” da maternidade (como se o pecado não desfigurasse igualmente maternidade e paternidade), ela faria muito melhor se mostrasse o que vem a ser a verdadeira paternidade e maternidade à luz da Bíblia. Não será ridicularizando ou rebaixando a paternidade que ela ajudará os homens a serem homens de verdade e verdadeiros maridos e pais.
Mais adiante, Bráulia escreveu: “Na América Latina, o continente onde o pai veio de longe e ao nos estuprar nos concebeu bastardos, vivemos no vazio da imagem masculina do amor. O pai se foi, e dói em nossa alma órfã”. Presumo que ela fale aí dos estrangeiros que vieram prá cá, para povoar e trabalhar nesta terra, em meio a grande sacrifício, fugindo da fome e da guerra no Velho Mundo e no Japão. Como muitos brasileiros, meu pai era português. O único membro da família que se converteu ao evangelho. Literalmente, morreu de tanto trabalhar (e ainda estudava num seminário teológico à noite, pois almejava servir no ministério pastoral) para dar uma vida digna para sua família. Exemplo de retidão e paixão pelo evangelho. Mais uma vez, Bráulia só pode falar por ela. Generalizações são toscas.
No fim, o pior. Ela terminou o texto orando com um ímpeto típico daqueles influenciados pela teologia feminista: “Pai-Mãe nosso celestial, acima do gênero e falhos modelos humanos, tenha piedade de nós, nos ajude a conhecer o verdadeiro amor...” Tomo a liberdade de citar, abaixo, o que escrevi com meu colega Alan Myatt na Teologia Sistemática que Edições Vida Nova publicou em 2007 (páginas 248-249). Respondemos ao uso indevido de imagens femininas para caracterizar Deus — prática bastante comum entre os pagãos do Antigo Testamento, que atribuíam sexualidade à divindade, como Baal e Astarote. Ao ir além da linguagem bíblica inspirada, que, no que se refere a Deus, é analógica — como ensinou João Calvino há muito tempo atrás, é a linguagem da acomodação da misericórdia divina —, Bráulia se colocou ao lado dos que abraçaram a teologia liberal e das feministas pagãs de nossa era. Se ela não se limitar agora à linguagem bíblica, não será um suposto “bom senso” que irá impedi-la de, em pouco tempo, tratar a deidade por... “Deus/a” ou, pior, “deusa”.
Lamento muito que a Ultimato promova este tipo de texto em suas páginas. Como disse, não foi o primeiro texto publicado na revista a gerar forte desconforto em mim. Por isto, reitero: por amor aos membros da igreja em que sirvo, não posso mais promover de boa fé a revista entre eles. Textos como este, longe de edificar, semeiam a contenda, a confusão e, no fim, uma representação pagã do Deus da Bíblia — majestoso, transcendente, cheio de glória, e que oferece o seu único Filho, em quem ele tem todo o prazer, para morrer por pecadores. Não preciso ir além da linguagem da Bíblia para, diante da revelação e beleza do evangelho, afirmar com as Escrituras que Deus Pai é amor, e sabemos disto, pois ele ofereceu seu único Filho como propiciação pelos nossos pecados, e este amor experimentamos em toda a sua exuberância por o Espírito Santo ter sido derramado sobre nós.
Ao responder às feministas, notamos que tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento usam o gênero masculino quando se referem a Deus. Uma dessas analogias é a analogia paterna.(1) Isto seria um indício de que Deus é do gênero masculino? Alister McGrath escreve:
Falar em Deus como pai é dizer que o papel do pai no antigo Israel permite compreendermos melhor a natureza de Deus. Isso não significa dizer que Deus seja do gênero masculino. Nem a sexualidade masculina, nem a sexualidade feminina devem ser atribuídas a Deus. Pois a sexualidade é um atributo que pertence à ordem da criação, sendo inadmissível aceitar uma correspondência direta entre esse tipo de polaridade (homem/mulher), conforme se observa na criação, e o Deus criador.
Na verdade, o Antigo Testamento evita atribuir funções sexuais a Deus, devido à ocorrência de fortes traços pagãos nesses tipos de associações. Os cultos à fertilidade dos cananeus davam ênfase às funções sexuais tanto dos deuses quanto das deusas; portanto, o Antigo Testamento recusa-se a endossar a idéia de que o gênero ou a sexualidade de Deus seja uma questão importante.
Então, para McGrath, qualquer tentativa de atribuir sexualidade a Deus representa uma volta ao paganismo. Ele continua: “Não há a menor necessidade de trazer de volta as idéias pagãs dos deuses e deusas para resgatar a noção de que Deus não é nem masculino nem feminino; essas idéias já estão potencialmente presentes, se não forem negligenciadas, na teologia cristã”.(2)
Na verdade, existem imagens maternais de Deus na Escritura. Deus é revelado como uma mãe pássaro (Rt 2.12; Sl 17.8; Mt. 23.37), uma mãe ursa que luta para proteger seus ursinhos (Os 13.8) e como uma mãe que consola seus filhos (Is 66.13). A presença de imagens paternais e maternais é evidência que apóia a conclusão de McGrath. Deus transcende as categorias do gênero humano. Não obstante, em lugar nenhum a Bíblia chama Deus de “mãe”. Portanto o título “mãe” não deve ser próprio para se falar da pessoa de Deus. Podemos reconhecer a plenitude da riqueza das imagens bíblicas de Deus, sem ir além da linguagem que a própria Bíblia emprega ao descrevê-lo.
1 — Cf. o capítulo 2, onde analisamos a natureza analógica da linguagem teológica.
2 — Teologia sistemática, histórica e filosófica, p. 315-316. Vale a pena ler toda a argumentação de McGrath nesta obra, com especial atenção para a citação final, da mística medieval Juliana de Norwich.
Fonte: Blog Fiel
Divulgação: www.juliosevero.com

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Oração blasfema de Frei Betto

Oração do Pai-Nosso
http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&cod=36450




Frei Betto *




Adital - Versão de Frei Betto


Escrevi esta versão do Pai-Nosso para os retiros dos grupos de oração que acompanho há 29 anos. Procurei dar um toque poético para permitir que seja rezado em forma de meditação louvativa e penitencial.




Pai-nosso que estais no céu, e sois nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária, criador da aurora boreal e dos olhos enamorados que enternecem o coração, Senhor avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim,


Santificado seja o vosso nome gravado nos girassóis de imensos olhos de ouro, no enlaço do abraço e no sorriso cúmplice, nas partículas elementares e na candura da avó ao servir sopa,


Venha a nós o vosso Reino para saciar-nos a fome de beleza e semear partilha onde há acúmulo, alegria onde irrompeu a dor, gosto de festa onde campeia desolação,


Seja feita a vossa vontade nas sendas desgovernadas de nossos passos, nos rios profundos de nossas intuições, no vôo suave das garças e no beijo voraz dos amantes, na respiração ofegante dos aflitos e na fúria dos ventos subvertidos em furacões,


Assim na Terra como no céu, e também no âmago da matéria escura e na garganta abissal dos buracos negros, no grito inaudível da mulher aguilhoada e no próximo encarado como dessemelhante, nos arsenais da hipocrisia e nos cárceres que congelam vidas.


O pão nosso de cada dia nos dai hoje, e também o vinho inebriante da mística alucinada, a coragem de dizer não ao próprio ego e o domínio vagabundo do tempo, o cuidado dos deserdados e o destemor dos profetas,


Perdoai as nossas ofensas e dívidas, a altivez da razão e a acidez da língua, a cobiça desmesurada e a máscara a encobrir-nos a identidade, a indiferença ofensiva e a reverencial bajulação, a cegueira perante o horizonte despido de futuro e a inércia que nos impede fazê-lo melhor,


Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e aos nossos devedores, aos que nos esgarçam o orgulho e imprimem inveja em nossa tristeza de não possuir o bem alheio, e a quem, alheio à nossa suposta importância, fecha-se à inconveniente intromissão,


E não nos deixeis cair em tentação frente ao porte suntuoso dos tigres de nossas cavernas interiores, às serpentes atentas às nossas indecisões, aos abutres predadores da ética,


Mas livrai-nos do mal, do desalento, da desesperança, do ego inflado e da vanglória insensata, da dessolidariedade e da flacidez do caráter, da noite desenluada de sonhos e da obesidade de convicções inconsúteis,




Amemos.




* Escritor e assessor de movimentos sociais

Rei Tiago I

Biografia do Rei Tiago I
(O Rei Menino)

James (Tiago) Charles Stuart nasceu no dia 19/06/1566, no Castelo de Edimburgo, na Escócia. Seu pai, Lord Darnley, foi assassinado no início do ano 1567, antes de Tiago ter um ano de idade. Sua mãe, Mary, Rainha dos Escoceses, mais tarde subiu ao trono da Escócia. Seu reinado, contudo, foi breve e ela foi forçada a abdicar em favor do seu filho, em 24/07/1567. O pequeno Tiago foi coroado Rei Tiago VI da Escócia, cinco dias depois, na tenra idade de 13 meses. O líder reformista John Knox pregou o sermão de sua coroação.
A mãe de Tiago, Mary, foi presa na Inglaterra pela sua prima, a Rainha Elisabeth [I], e 19 anos mais tarde em fevereiro de 1587, ela foi executada por sua parte na conspiração para assassinar a Rainha Elizabeth [I]. O Rei Tiago jamais conheceu sua mãe.
Desse modo, como muitos monarcas daquele tempo, o Rei Tiago não foi educado pelo pai nem pela mãe, mas por tutores. Entre os seus quatro tutores, talvez um dos mais influentes foi George Buchanan, um destacado calvinista. Foi sob os estritos métodos de ensino de Mr. Buchanan que o Rei Tiago tornou-se um dos homens mais eruditos e intelectualmente curiosos que se sentou em qualquer trono. Mr. Buchanan tinha 64 anos quando começou a tutelar o jovem Rei.
Era Grego no café da manhã, depois Latim e História, Composição, Aritmética, Cosmografia, Dialética, Retórica e, é claro, Teologia. O Rei Tiago falava fluentemente Grego, Latim, Francês, Inglês e Escocês e foi educado em Italiano e Espanhol. Certa vez ele observou que podia falar Latim melhor do sue sua língua materna, o Escocês. Por causa de sua capacidade como poliglota, o Rei Tiago tipicamente jamais precisava de um tradutor quando tratava de negócios com outro chefe de estado.
A rígida dieta intelectual de George Buchanan foi absorvida pelo garoto, o qual pode ter tido uma certa medida de desgosto contra o seu exigente tutor. Mesmo assim, o Rei Tiago aprendeu bem e se transformou num homem poderoso com uma pena poderosa. A Imprensa da Universidade de Cambridge observa que os escritos do Rei estavam entre os mais importantes e influentes do seu período.

O Rei Tiago começa a reinar na Escócia

O Rei Tiago começou a governar sua nativa Escócia quando tinha 19 anos de idade. Alguns anos depois, ele tomou Anne da Dinamarca como sua Rainha. O Rei Tiago amava sua esposa e escreveu um belo poema para ela. Eles tiveram 09 filhos. Certa vez, quando o Rei e a Rainha estavam caçando, a Rainha Anne matou acidentalmente o cão favorito do Rei, Jewell (Jóia). A Rainha se sentiu tão mal por causa disso que o Rei lhe deu um presente para fazê-la esquecer aquele incidente.
O Rei Tiago acreditava no Direito Divino dos Reis e no dever do monarca de governar conforme a lei de Deus e o bem comum. A fim de passar à frente a instrução real para o seu filho mais velho, o Príncipe Henry, o Rei Tiago escreveu o Basilicon Doron, que significa “O Dom Real”. O Basilicon Doron não tinha previsão para uma publicação geral, mas para instrução do jovem príncipe, na presumível hipótese de que o seu pai não sobrevivesse para instruí-lo - o Rei Tiago vivia doente e sobreviveu a uma porção de tentativas de assassinato. O rei exigiu que o seu impressor Robert Waldegrave guardasse segredo e ordenou uma edição de apenas sete cópias. Contudo, de algum modo o segredo do livro foi descoberto e o seu conteúdo tornou-se púbico.
Em seguida, houve uma tal demanda do Basilicon Doron que cópias forjadas e corrompidas começaram a ser distribuídas. Sob tais pressões, o Rei permitiu uma publicação geral e ele tornou-se um bestseller. Foi publicado em Inglês, Gaulês, Latim, Francês, Sueco e Alemão, durante um período superior a 50 anos.
Basilicon Doron é um breve tratado de apenas 153 páginas. Ele consiste de três breves volumes, sendo o primeiro: “A Christian Duetie Towards God” (Dever De Um Rei Cristão Com Deus). James Disraeli disse: “Tiago formou a mais elevada concepção das virtudes e deveres de um monarca”.
No Basilicon Doron, a compreensão do Rei Tiago do discipulado cristão, o estilo e a prosa são o que há de melhor. Ele habilmente entremeia as Escrituras Sagradas com conselhos piedosos e cristãos. O Rei oferece ao seu filho este conselho importante sobre como conhecer a Deus:
“Leia diligentemente esta palavra, & solenemente... ore pela exata compreensão da mesma. Pesquise as escrituras, disse Cristo, pois elas testificam de mim. Paulo disse que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.
Toda a Escritura contém apenas duas coisas: um mandamento e uma proibição. Obedeça ambos... A adoração a Deus está totalmente embasada na Escritura, avivada pela fé.”
Basilicon Doron
Rei Tiago

O Rei une a Escócia e a Inglaterra

A grande aspiração do Rei Tiago de ser o primeiro Rei tanto da Escócia como da Inglaterra foi alcançada em 1603, com a morte da Rainha Elizabeth I. Quando ele subiu ao trono inglês naquele ano, já havia sido Rei na Escócia por 36 anos. Ele então ficara conhecido como Rei Tiago VI da Escócia e I da Inglaterra.
O Rei desempenhou um papel magistralmente político e conservou o seu reino fora da guerra. Pela primeira vez um monarca escocês exerceu autoridade efetiva sobre as áreas mais remotas do reino. Ele apoiou a literatura não só através dos seus escritos como do seu patrocínio. Houve paz durante o seu reinado - tanto com os seus súditos como com os poderes estrangeiros.

O Rei tinha muitos inimigos

Como um escocês reinando sobre os ingleses, o Rei sofreu muito racismo e calúnia, especialmente dos então poderosos senhores e senhoras ingleses, os quais foram por eles substituídos pelos seus patrícios escoceses. Infelizmente, muitos dos historiadores de hoje citam Weldon, como uma fonte confiável. Exemplos do racismo de Weldon são encontrados em seu tratado intitulado “A Perfect Description Of The People And The Country of Scotland”, no qual ele diz que os escoceses são um “povo fedorento”, que praticava “fornicação... embora no passado”. Ele diz também que: “... sua carne naturalmente aborrece a limpeza. Seu hálito em geral cheira a sopa azeda... ser acorrentado pelo casamento a eles é como ser acorrentado a um cadáver e ser atirado num pântano mal cheiroso... Admiro-me que ... Rei Tiago tenha nascido numa cidade tão mal cheirosa como Edimburgo, na piolhenta Escócia”.
A despeito dessa óbvia inclinação, os historiadores continuam a consultar os escritos de Anthony Weldon, o qual inventou que o Rei Tiago tinha afeições desordenadas por outros homens, o que ele fez somente 25 anos após a morte do Rei, quando este já não podia defender-se. A comunidade sodomita/homossexual até considera o Rei como um deles, o que ele nunca foi. Essas fontes de informações errôneas, virtualmente sem exceção, deixam de mencionar que o Rei Tiago e sua Rainha procriaram 09 filhos. Vocês podem ler sobre esse rumor no artigo “Royalty, Rumors and Racists”1, ou então pesquisar um excelente livro sobre o mesmo, do Dr. Stephen Coston, intitulado “King James: Unjustly Accused?”2
Quase profeticamente, o rei escrevera sobre os seus inimigos:
“Eles me hostilizam (não por qualquer mal ou vício meu) por ser o Rei, o que eles acham o pior mal, e porque se envergonham de confessar essa hostilidade, eles se ocupavam em fiscalizar de perto todas as minhas ações, e, garanto a vocês, até um cisco em meu olho, sim, um registro falso era motivo suficiente para que eles começassem a agir”.
Tiago I, Basilicon Doron
A Igreja Católica também era inimiga do Rei Tiago.3 Os papistas (como o Rei Tiago chamava os católicos) tentaram assassiná-lo inúmeras vezes. Muitos deles, principalmente em 1605, quando o católico romano Guy Fawkes tentou explodir o Parlamento, no momento em que o Rei deveria estar presente. A conspiração foi descoberta e todos os conspiradores executados. Essa tentativa frustrada é celebrada no dia 05 de novembro na Inglaterra e é conhecida como A Noite de Guy Fawkes.
O Rei Tiago foi um evangelista do verdadeiro evangelho, o que, automaticamente, o tornou inimigo de Roma. Tiago delineou fortemente os erros da superstição romana e os rejeitou, embora tratasse gentilmente os seus súditos romanistas. O Embaixador católico Nicolo Molin disse o seguinte sobre o Rei Tiago: “Ele é um protestante... O Rei tenta disseminar a sua religião protestante em toda a ilha. O Rei é muito amargo contra a nossa religião. Ele freqüentemente a menciona com termos pejorativos. Ele ficou áspero assim por causa da última conspiração contra a sua vida... Ele entende que os jesuítas tiveram participação na mesma”.

Sucesso no Reinado

Apesar dos detratores, o Rei Tiago foi um Rei altamente bem sucedido. Como amante do teatro, ele se tornou o patrono da troupe de um dos seus mais famosos súditos - William Shakespeare - o autor de peças. A troupe de Shakespeare chegou a ser conhecida como Os Homens do Rei. Shakespeare e o Rei mantinham uma relação especial, pois ambos amavam a literatura. Shakespeare até mesmo escreveu sua famosa peça ”Macbeth” especificamente para o Rei Tiago.
Outro pequeno fato reconhecido é que o Rei Tiago é o monarca fundador dos Estados Unidos da América. Sob o seu reinado, temos as primeiras colônias bem sucedidas na principal terra americana - a Virginia, Massachusetts e a Nova Scotia (Nova Escócia), ao sudeste do Canadá. O próprio Rei ordenou, escreveu e autorizou o evangelista Grant Charter a estabelecer a Colônia da Virginia:
“Para fazer habitação... e deduzir uma colônia do melhor do nosso povo naquela parte da América, comumente chamada Virginia... a fim de propagar a religião cristã a tais pessoas que ainda vivem nas trevas... para realizar um governo estabelecido e calmo”.

Realização Coroada

O Rei Tiago não apenas foi o primeiro monarca a unir a Escócia, Inglaterra e Irlanda na Grã Bretanha (Como ele gostava de chamá-la), mas comissionou o que muitos consideram ser a maior peça da obra literária e religiosa do mundo - a Versão Autorizada da Bíblia Rei Tiago, ou seja, a Versão Autorizada. O Rei Tiago deu aos seus súditos o maior presente que ele poderia ter dado - a Bíblia Sagrada, de modo que eles pudessem ser salvos e alimentados com a Palavra de Deus.
Em janeiro de 1604, o Rei convocou a Hampton Court Conference, a fim de saber das coisas “supostamente erradas na Igreja”. Nessa conferência, o Dr. John Reynolds, um puritano, pediu ao Rei que fosse feita uma nova tradução da Bíblia, porque as versões permitidas durante o reinado de Henrique VIII e Eduardo VI eram corrompidas.
O Rei adorou a idéia e em julho de 1604, ele nomeou 54 homens para o comitê de tradução. Esses homens eram não apenas os melhores lingüistas e eruditos do reino, mas do mundo inteiro. Muito de sua obra sobre a Bíblia do Rei Tiago formou a base para os nossos estudos lingüísticos de hoje.
Os tradutores foram organizados em seis grupos e se encontravam respectivamente em Westminster, Cambridge e Oxford. Este grupo de grandes eruditos tinha qualificações tais que não podiam ser rivalizadas antes nem depois deles. Eles haviam passado a maior parte de suas vidas buscando Deus e o conhecimento. Um dos tradutores, o Dr. Lancelot Andrews, dominava pelo menos 15 línguas e quando tinha apenas seis anos de idade ele leu toda a Bíblia em Hebraico. Outros membros do Comitê eram igualmente qualificados. Alguns escreveram dicionários e léxicos em línguas estrangeiras, eles geralmente debatiam em Grego, tendo traduzido e editado grandes obras e escrito suas próprias obras. Estas eram apenas algumas de suas fantásticas realizações. Eles não apenas conheciam o Hebraico, o Aramaico e o Grego, as línguas bíblicas, como o trato com tais línguas havia lançado uma luz sobre outras línguas: Árabe, Persa, Copta, Siríaca, Latina, Caldéia, Francesa, Italiana e Holandesa.
Esses homens eram não apenas eruditos da classe mundial como eram cristãos de vida piedosa, como deões e presidentes das principais universidades, como Oxford, Cambridge e Westminster. Alguns deles costumavam orar durante 5 horas diariamente.
Sua tradução não funcionou sem oposição. Conforme as notas dos tradutores no prefácio da Bíblia do Rei Tiago, a Igreja Católica foi letalmente contra essa tradução na linguagem do povo. O papado comprovou ser o maior inimigo dos tradutores. Os tradutores escreveram sobre a igreja católica:
“Eles [os hierarcas romanos] estão de tal modo com medo da luz da Escritura que não a confiam ao povo... Certamente não somos aqueles que possuem tanto ouro que têm medo de trazer sua igreja à pedra de toque [a Bíblia], porque sempre usam de falsidade”.
Apesar da oposição da Igreja Católica, a obra continuou e o produto final em nada desmereceu um milagre. Muitos consideram a comissão da Versão Autorizada da Bíblia do Rei Tiago a realização coroada do Rei Tiago VI da Escócia e I da Inglaterra.
Logo após sua publicação, a Versão Autorizada eclipsou todas as versões anteriores e as posteriores. Ela se tornou o livro mais vendido de todos os tempos. Existe hoje uma pletora de versões da Bíblia disponíveis - contudo para muitos cristãos a Versão Autorizada de 1611 da Bíblia King James continua sendo a absoluta e final Palavra de Deus.
Vamos citar da Enciclopédia do Mérito do Estudante (Merit Student's Encyclopedia):
“A maior Bíblia inglesa é a Autorizada, ou Rei Tiago... Ela se tornou a Bíblia tradicional dos protestantes de língua inglesa. Seu estilo dignificante e belo influenciou fortemente o desenvolvimento da literatura na língua inglesa. A influência pode ser vista nas obras de John Bunyan, John Milton, Herman Melville e muitos outros escritores”.
O ator Charlton Heston disse o seguinte sobre a Bíblia do Rei Tiago em sua autobiografia:
“... A tradução da King James tem sido descrita como a grande e única obra de arte já criada por um comitê... Os autores de várias traduções cansativas que têm aparecido nos últimos 50 anos ficam murmurando que a BKJ [Bíblia do Rei Tiago] é “difícil”, cheia de palavras longas... Nos últimos séculos decorridos... Ela tem sido o único livro existente em muitas habitações, uma enorme força para modelar o desenvolvimento da língua inglesa. Levada através do mundo pelos missionários... Explorá-la foi uma das mais compensadoras e criativas experiências de minha vida”.
A Versão Autorizada tem sido acarinhada e lida por cristãos no mundo inteiro, desde 1611, quando ela foi publicada. Sir Winston Churchill disse:
“Os eruditos que produziram esta obra prima são na maioria desconhecidos e esquecidos. Contudo, eles construíram um laço eterno, literário e religioso, entre os povos de língua inglesa do mundo”.
A Versão Autorizada da Bíblia do Rei Tiago não é saudada apenas pela sua exatidão doutrinária, como tem sido reconhecida pela mente secular como o“Monumento da Prosa Inglesa”, por ser bonita demais no estilo e na prosa. De fato esta Bíblia foi listada nas Antologias Norton como “A Melhor Literatura do Mundo”, durante décadas.

Doenças Físicas

Mesmo tendo tido uma vida cheia de realizações, o Rei Tiago foi um homem familiarizado com o sofrimento. Ele era um homem doente, com problemas físicos em suas pernas e uma língua grande demais para a sua boca. Por causa de sua instabilidade, o Rei sofreu numerosos tombos, acidentes e ferimentos. Ele sofria de artrite deformadora, cólicas abdominais, gota, insônia, costelas sujeitas a espasmos, náuseas, diarréias freqüentes e cólicas renais. Alguns acham que ele tinha doenças congênitas do sistema nervoso. Algumas vezes as dores eram tão intensas que ele entrava em delírio.
Além da saúde precária, o Rei sofria de depressão pela perda de sua amada Rainha Anne, em 1619. Ela foi precedida na morte pelo filho mais velho do casal, o Príncipe Henry, em 1612. O Rei nunca mais deixou de sofrer dores e tristezas. O ocaso do grande monarca, o Rei Tiago I, aconteceu no dia 27/03/1625, em Theobolds Park, em Hertz, Inglaterra. Ele estava com 59 anos de idade e depois de falecido, foi sepultado na Abadia de Westminster. Ao contrário de vários monarcas escoceses, o Rei Tiago morreu em seu leito, em paz com os súditos e com os países estrangeiros. Ele também havia transferido o poder real, intacto, para um filho adulto, o que não era muito normal.
Embora ele tenha falecido há quase 400 anos, o seu legado, a Bíblia King James, continua a florescer e a trazer aos homens e mulheres de todas as idades o conhecimento da salvação que somente Jesus Cristo pode oferecer.

(1) http://www.jesus-is-lord.com/rumors.htm
(2) http://www.jesus-is-lord.com/kjcoston.htm
(3) http://www.jesus-is-lord.com/kjcath.htm

Fonte: http://www.jesus-is-lord.com/kingbio.htm

“AN INFANT KING”
Traduzido por Mary Schultze, em 17/06/2007
Revisado por Humberto Fontes